terça-feira, 11 de agosto de 2026

Segredos

 

 




Quais são os teus segredos?
Quais são os teus mistérios?
Qual é tua versão verdadeira?
Quais enigmas te definem?

E o estratagema necessário é o silêncio?
O vão inóspito da existência frívola e fecunda. 

Volúpia, tesão, fé, sagrado corpo.

 

 

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Preces

 

 

 

Há um silêncio em mim.
Há fragmentos que habitam meu presente.
Onde estão os indícios da oração não ouvida?
Faço costura dos meus pretéritos na soleira do tempo.

Onde estão as orações que não fiz?
Onde encontre as preces não respondidas?

Reflito no tempo, no meu tempo.
O que foi que perdi? Em que me perdi?
O riso não me escapa
Os indícios não encontro.

E resgato minhas memórias.
E enxergo os segredos conservados.
E teus segredos conheço sem que sua persona saiba.

Há um silêncio em mim.
E meus fragmentos me servem de oração.

 


quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Funéreo

...

E a visão cada vez mais parca.
Tão parca quanto a pedra que macula minha bile.
Apenas um prelúdio putreftoso.
Careço da vitamina C ou B de buceta.

Os cabelos aos poucos vão se tingindo de branco,
E vou percebendo o colesterol alterado, magoado
E tanto estresse que o pau fica se perdendo no desejo da polução noturna.

É uma parca visão, alinhada com o porvir funéreo.
O liquido venoso que se move ao som da romântica sombra da negra virgem.
O liquido venoso que quis se fazer trombo, anunciando o meu prelúdio.

É a visão parca? Visão Rica?
E o desejo intenso de sentir na língua o sabor do teu clitóris. 
Sou funéreo, prelúdio putreftoso e amante do liquido vaginal.