sexta-feira, 14 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Fétido...
É fétido ser?Ser é fétido?
O fundamento do ser é fétido quando...
... é fétido fundamentar-se no que não é...
... é fétido sacralizar o que é fétido.
... é fétido a mentira, a corrupção, o desamor e imaginar ser inodoro o que é fétido.
É o sentido cru que anseio, para fundamentar em agradável odor o que é fétido em mim.
Não isolação, mas comunhão...
e um rock true, cru, capaz de elevar minha devoção à pureza Divinal.
Não insolente, todavia postulante do que é eterno.
... e que permaneça fétido apenas o que deve continuar migrando à corrupta putrefação.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Sonho...
Miro-te nua...
tua pele, teu sabor, tua ignomínia...
é um sonho assíduo, tesudo e um pouco raquítico...
não viso imiscuir o meu porão.
Só quero café quente,
pois não sei onde está o céu...
Talvez numa colher suja, em papel higiênico ou quem sabe na dentadura gasta?
Te vi nua, porém não quis experimentar o tesão.
Tive vergonha e acendi o fósforo e descobri que não havia segredo,
somente o degredo de saber que eras apenas uma estátua.
domingo, 8 de julho de 2012
Proscrito
Nada proscrito...
Vai incluso no soneto funéreo
Meu sono e intelecto.
Brinco e faço pausas em meus pensamentos,
que etéreos como os desejos impuros,
trazem fugaz a sapiente ignorância.
Tu, estás nua para inundar-me da ignomínia de meu pecado?
Foge de mim. Fujo de mim.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Pária

No dia em que a existência parecer sutil, irei parir meu ideal rumo a insignificância.
É a falsidade que odeio, como pigarro no meu peito.
Não amo o escarro, miro a infelicidade à minha espreita.
Miro a lua, e ela me surpreende, me fornece encanto...
e não desencanto minha tristeza, minha amiga depressão.
Sou tão triste como um epitáfio e tão alegre quanto um sorriso infantil.
Luz que fascina, a falta dela me regozija e ilumina.
Meus ideais parecem um parto feio, sem vida cheio de rancor...
E não sou assim, é apenas a confusão que preenche...
A existência não é sutil, e ainda assim é tão simplória quanto a árvore, o rochedo, a borboleta...
Qual encanto louco que amei, e aos beijos naveguei!
Qual mordaça prende minha voz?
Teu sorriso me macula...
Não irei parir meu ideal rumo a insignificância.
Sai como escarro, pigarro, catarro...
Miro a lua, e ela me surpreende, me fornece encanto...
e não desencanto minha tristeza, minha amiga depressão.
Sou tão triste como um epitáfio e tão alegre quanto um sorriso infantil.
Luz que fascina, a falta dela me regozija e ilumina.Meus ideais parecem um parto feio, sem vida cheio de rancor...
E não sou assim, é apenas a confusão que preenche...
A existência não é sutil, e ainda assim é tão simplória quanto a árvore, o rochedo, a borboleta...
Qual encanto louco que amei, e aos beijos naveguei!
Qual mordaça prende minha voz?
Teu sorriso me macula...
Não irei parir meu ideal rumo a insignificância.
Sai como escarro, pigarro, catarro...
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Nas margens...
Estou nas minhas margens. Margens e meus limites.
Marginado pelas intempéries e pretéritos anômalos.
É o que me muda e me torna mais eu.
Apto a ser o que sou, a mudar quando preciso de mim mesmo...
O que antecede minha metamorfose?
É o que me identifica, me jubila, me dá a melancolia amiga.

Se corro, mantenho os pés cautos.
Se habito, é em mim que me identifico.
E para habitar em mim mesmo, preciso da loucura e do estereótipo.
Transformar contradição em virtude, e virtude em maldição.
Caminho nas margens e existo tão profundo, quão profundo é o fundo.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Orgasmo vernacular
Palavra...mais do que ela mesma.
mais do que seu significado.
mais do que sua dignidade.
Não se encerra em si mesma.
É mais do que sexo,
do que a fome e a própria grafia.
Palavra...
mata e rejuvenesce, ressuscita e envelhece!
Palavra...
a que me falta,
a que me entorpece.
Me enlouquece...
num papel se prostitui, e quando tento compreender sua vazão de prazer,
sinto bucólica grafia preencher os espaços vagos da alma.
O orgasmo da palavra...
É silêncio...
É grito...
É ardor...
É timidez...
É flor...
É cachoeira...
E a palavra faz a porra do café transbordar...
Palavra que rima com meretriz e puta, com santa e freira.
Palavra do altar, palavra do bar...
Palavras são palavras.
Grandes e pequenas em si mesmas.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Reinvenção...

Reinvento a mesquinhez...
Reinvento a lucidez...
Reinvento a estupidez...
Reinvento a cortesia...
Reinvento a alegria...
Reinvento a paixão...
Reinvento o coração...
Mas não sei reinventar meu verso.Preciso de um garfo e de uma máscara.
Um prato, um papel ainda que seja o higiênico...
Reinvento a loucura, a candura, a amargura.
E não sei reinventar o amor...
Ele apenas existe.
Cadê a porra do catarro?
Eu não quero ele em minha xícara...
Quero apenas reinventar minha mudez!!!
E o café quente que vou beber, não tá requentado.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Simplório...

Não sou raro,
sou excesso,
sou prisão.
Sou calor,
sou diversão.
A morte que surge,
a vida que vem.
O morcego que ruge,
o leão que voa.
Sou exceção,
espécie abominada,
elemento sem noção.
Poeta vivo,
morto na igualdade,
sobrevivendo na diversidade.
E as palavras saem soltas, libertas...
Quem quer café?
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Desconstrução
Desconstruo a mim mesmo.
Minha sapiência e orgulho.
O que aprendi me gera dúvida.
E é a dúvida que me atrai e que amo.
Não busco o mórbido, quero a incerteza.
Desconstruo a mim...
Meu ideal é a idéia
que surge e encanta.
Quero a podridão da dúvida!
Quero o horror da existência!
E não sou frívolo...
Meu café tá muito quente.
Como quente são as indagações e a trepanação cognitiva.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Tempo

Estava sem tempo,
e o tempo que restava masquei como chiclete sem gosto.
Inerte diante do vernáculo que feriu minha alma..
e nada soube dizer.
O verbo calou minha voz.
Quão podre um corpo no esquife, é a mão que bate na minha face!
Mão que rouba, acaricia e esfaqueia.
Membro falso que sou obrigado a sentir...
Continua sem tempo,
tempo soberbo, para lamentar e gozar...
e raptar a vã sabedoria que é moldada no colo lúgubre da alma pecadora.

O tempo não é puro,
o tempo é sagaz...
como brasa que arde, e queima, arranca os furúnculos de meus membros.
Quero o gozo!!!
Quero o tempo!!!
Tempo aveludado de simplicidade, não o tempo algoz.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Verbo suado

Transpirando a ausência,
palavras que exprimem inocência.
Todavia, a ignomínia se faz voraz nesta reincidência.
Qual o motivo de arrancar verbos simplórios nesta ardência?
Vide o genuflexório, o carma no altar, e a cama suja pelo sexo bendito.
Vide a impureza e a reflexão, a alegria carcomida pela sofreguidão.
Não permito empalar os pronomes poéticos,
arranco deles o pus santo e o catarro vernacular.
Transpiro a loucura,

mordaça madura, algema que cura...
Vide meu santo, a razão e a profecia...
... e o horóscopo nada diz, pois ninguém sabe falar dessa estranha harmonia.
Estou só, e não me permito sentir a solidão.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Delirio existencial...
Nova vida, luz e harmonia!!!
E já não quero ser quem eu sou!!!
Se não sei onde estou, apenas visualizo o anseio pretérito...
Ou meu futuro mais que perfeito, que provoca a vertigem ora descontrolada.
Meu spa é minha loucura!
Minha tormenta é meu travesseiro.
É na força bruta que navego...
E amanhã é sempre um dia novo para regurgitar, vomitar, cuspir, arrotar e voltar a sentir o gosto de meu escarro!
E a vida é bela!
Como belo é o pus! Como bela é a flor!
Minha flor, meu amor, meu louvor!
Já não quero ser quem eu sou.
Meu delírio na efervescência de minha existência.
Tão plena como o coração de pedra que ora é de carne.
Não quero mágoa.
Não quero ser que eu sou, para continuar sendo o que sou!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Futuro Clandestino
Contemplo minha cova, que fede a carne carcomida,
o cadáver purulento, aos poucos se extasia,
em oblar-se a sádicas rapinas como excelente comida,
mas apenas vermes escrotos vão torná-la vazia.
Jaz a criatura enegrecida no silêncio imperturbável,
a morada clandestina aglutina a decomposição.
A companhia do epitáfio, alvitra o incomensurável,
congregando dos ínferos a fúnebre emoção.
Ao mirar a essência desprovida, sou tomado pelo pavor,
da matéria fria, inerte a putrefar aos bolores funéreos.
Grito à brisa, que afaga a grama que embeleza este terror:
– Serei eu esta carniça, minguando um vazio etéreo.
Minha existência preludia
a corruptividade,
e penso apenas no legado do vegetal lenhoso,
que sombreará e se nutrirá de meus restos em atividade,
com as frutas saboreadas por um outro prelúdio putreftoso.
Escrito em 06/05/2003
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