segunda-feira, 14 de julho de 2014
Mal passado...
Tá decidido: Estou no passado.
Bem passado. E de hoje pra trás, não vivo o relâmpago que outrora fez o ode pretérito.
Vivo no passado.
Mal passado. E de ontem pra antes, celebro a história que não se repete.
Morro no passado.
bem mal passado. E adianto o passo do estalo da saudade.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Caos... Cais...
Caos em mim...
Caos intrínseco...
Caos hermético...
E não me consolo...
E não me conservo...
E não me guardo...
Rastejo pântanos nos pensamentos mórbidos.
Mortal, efêmero, melancólico, ...
E não me apego...
E não tenho apreço...
E tenho preço?
Horas consumidas...
Hordas carcomidas...
Ímpeto funéreo...
Caos em mim...
É o instante fatal do encontro da rabeca com o heavy metal, de Strauss com o punk raivoso, ...
É o andu misturado com a paçoca, e a fava mofou, ...
Horas, hordas, ímpetos, caos e desordem, paz no meu caos!
Onde está o meu caos?
Onde se encontra o meu cais?
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Melancólico...
Melancolia...
A cama vazia... e o palhaço sorriu...
Sorriu da fé perdida, da fé pedida, da fé carcomida.
O palhaço sorriu, mas chorou...
Chorou, e a fé perdida dava vazão a oração vazia.
Era a melancolia, porque o pão estava mofado.
O palhaço verte lágrimas e sorri com a descoberta...
Mas a melancolia o atinge, aflige... é de bom alvitre
duvidar?
Melancolia...
Fé vazia, fé rabugenta, fé encantada, fé
relâmpago.Vou crer... irei crer... Sina... Indecência...
Melancólico... bucólico...
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Conceito...
E estou onde não estou...
Onde não quero?
Onde não posso ir?
Me banho no chuveiro elétrico e me recordo da citrina em que minhas fezes foram depositadas.
O que fui... morri!
Tristeza pelo que fui... pelo que não fui!
Tristeza pela lembrança...
A fé que perdi... a fé que ganhei...
E vou rezar meu rosário...
Ganhar o inferno e conquistar o céu.
Contar as histórias que ainda não vivi...
Dançar a macumba, visualizar-me como ateu.
e guardar meus preconceitos, meus conceitos, meus trejeitos, meus medos, meus horrores.
E dormir no teu colo.
Deitar no meu céu...
Eu só fui a coisa ruim, o pesadelo, o agouro, o infeliz, sem convicção, o odiado, o nojento, ...
e vou guardar meus preconceitos, meus conceitos, ...
E dormir no teu colo.
Deitar no meu céu...
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Rede...
Vou armar minha rede...
Deixar meus pés abandonarem o corpo.
Vou armar minha rede...
Rir de todos e por minutos pisar nas nuvens.
Vou armar minha rede...
E padecer na minha regra.
Vou armar minha rede...
E que ninguém me julgue, me bagunce.
Vou armar minha rede...
... e não esperar por nada melhor.
Vou armar minha rede...
E remediarei minhas pegadas.
Vou armar minha rede...
E não sei onde estou...
Vou armar minha rede...
E arquivar minha fé...
Menosprezar o café...
Humilhar o chulé...
Vou armar minha rede...
E me encher da vontade de morrer... de perecer... e aprender a florescer!
Deixar meus pés abandonarem o corpo.
Vou armar minha rede...
Rir de todos e por minutos pisar nas nuvens.
Vou armar minha rede...
E padecer na minha regra.
Vou armar minha rede...
E que ninguém me julgue, me bagunce.
Vou armar minha rede...
... e não esperar por nada melhor.
Vou armar minha rede...
E remediarei minhas pegadas.
Vou armar minha rede...
E não sei onde estou...
Vou armar minha rede...
E arquivar minha fé...
Menosprezar o café...
Humilhar o chulé...
Vou armar minha rede...
E me encher da vontade de morrer... de perecer... e aprender a florescer!
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Papel higiênico...
Papel higiênico que usei... e embriaguei a via nasal com a violência que expelia em teu perfume insano.
Papel higiênico usado por Bukowski, naquele momento de êxtase, quando sua vodka encontrava o nirvana louco.
Papel higiênico usado como cigarro... e o fumo? O fumo era o estrume da boneca Emília.
Papel higiênico... e o fedor é intenso! Porém, mais intenso é a necessidade de usá-lo pra limpar das fezes filosofais.
Limpar das fezes corruptas... fezes da maldade... fezes da ignomínia.
Papel higiênico? Colorido, perfumado, suave, rabugento!
Melhor papel higiênico do que folha ofício.
Melhor papel higiênico do que folha de cansanção.
Melhor papel higiênico usado, do que a podridão desse hálito.
Melhor papel higiênico usado, do que a podridão dos humanos.
Papel higiênico... traz-me café.
Papel higiênico... liga o som e deixa fluir o progressivo som do Gênesis.
E a gênese?... quando se entra apertado no banheiro... e o rastro de pneu fica na cueca!
Papel higiênico... abre a cerveja gelada... traz-me o tarja preta.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Sem sentido...
Nada parece ter sentido.
Um índio Kariri pedala sua bicicleta voadora.
Fui a Atenas visitar o Padre Cicero,
e encontrei o demônio com sua indumentária cor de rosa.
Este demônio dialogava com Dumbo, enquanto esperavam Sininho que estava no banheiro trocando o absorvente.
Nada parece ter sentido.
Justo no dia de todos os Santos, o pajé trouxe o cachimbo da paz...
O demônio virou anjo e convidou Jim Morrison pra dançar uma valsa...
Simone de Behaviour enciumada, beijou a boca de Luiz Gonzaga.
Luiz Gonzaga cantou: "Eu tenho uma mula preta com sete palmos de altura"
... apareceu uma mula sem

Nada parece ter sentido.
... e o café? Tá fervendo
Vou tomar capuccino.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Carta de um pútrido
Sou criatura...
Sou pavor...
Sou terror...
Sou amargura...
Fétido é a teia que amarra,
e límpido é o odor que dela exala.
Sou podridão?
Serei regozijo?
Serei a porra do esperma, objeto do ato egoísta?
Sou luz no vácuo?
E o chaga macula a existência...
Existência marcada pela ignomínia?
Existência marcada pela falsidade?
Existência marcada pela ignorância?
Existência marcada pela maldade?
Minha existência, hoje é maligna...
O que é bendito se tornou escarro.
E o escarro foi espelido... tão doce quanto o pus da alma.
Minha existência não é paisagem... é vertigem... é fedor... é caixão...
Anseio a morte... anseio a amizade com o hades... anseio o fim... anseio o esquife...
Sou pavor...
Sou terror...
Sou amargura...
Fétido é a teia que amarra,
e límpido é o odor que dela exala.
Sou podridão?
Serei regozijo?
Serei a porra do esperma, objeto do ato egoísta?
Sou luz no vácuo?
E o chaga macula a existência...
Existência marcada pela ignomínia?
Existência marcada pela falsidade?
Existência marcada pela ignorância?
Existência marcada pela maldade?
Minha existência, hoje é maligna...O que é bendito se tornou escarro.
E o escarro foi espelido... tão doce quanto o pus da alma.
Minha existência não é paisagem... é vertigem... é fedor... é caixão...
Anseio a morte... anseio a amizade com o hades... anseio o fim... anseio o esquife...
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Medita... ações...
Queria dar cabo à existência!
Dar um cabo de aço para a existência prender os grilhões que ajuntam telhas de melancolia!
A verdade inaudita...
O caos mau dito...
Tortura infame que renova a idéia fictícia.
Lúgubre a imaginar zumbis que se alimentam de mel!
Infeliz a meditar na fim da vida.
O poder destruidor da matéria orgânica,
que jaz fria nessa mesa gélida do nosocômio.
Serei eu? Serás tu? Seremos nós...
Dar um cabo de aço para a existência prender os grilhões que ajuntam telhas de melancolia!
A verdade inaudita...
O caos mau dito...
Tortura infame que renova a idéia fictícia.Lúgubre a imaginar zumbis que se alimentam de mel!
Infeliz a meditar na fim da vida.
O poder destruidor da matéria orgânica,
que jaz fria nessa mesa gélida do nosocômio.
Serei eu? Serás tu? Seremos nós...
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Sem nexo...
Há uma coisa absurda, sem nexo.
Uma coisa que afugenta o amplexo.
Há um personagem munificente.
... e uma língua que predica emoções,
uma língua que arrasa e destroi!
Sou coprólito? Sou repugnância?
Talvez a existencial discrepância...
E almejo a insípida saudação?
Carrego o fardo que não tem peso...
uma língua que magoa e provoca uma suave impotência!
Uma coisa que afugenta o amplexo.
Há um personagem munificente.
... e uma língua que predica emoções,
uma língua que arrasa e destroi!
Sou coprólito? Sou repugnância?
Talvez a existencial discrepância...
E almejo a insípida saudação?
Carrego o fardo que não tem peso...
uma língua que magoa e provoca uma suave impotência!
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Pueril...
...absurda, obtusa. Parece medusa!
e a frescura me tortura por cada loucura sem cura.
Medonho, é a disforme idéia que retira o que há de nobre,
nos minutos passados dentro das horas impróprias.
Calo... nada falo! E o falo ficou ereto...
Tão ereto quanto os pensamentos puros!
Tão diabólico quanto a risada angelical!
Tudo é absurdo!O café quente, a borboleta que voa, a conversa efêmera, e o grito manifesto...
Tanta frescura, que cada vez sinto a pueril idéia lancinante...
... Sou tomado pelo desprezo ao vil e ordinário.
Nada quero...
escrito ao som do cd Arise do Sepultura
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Neguei...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Verme...
Dizem que sou um verme, e estou à espreita de existir pacificamente comigo mesmo.À espreita de tornar suportável o convívio com minhas intempéries.
É uma voz que fala, não faça, não cale, não grite, não pense,
e outra que surge imperando o grito, a ação, a voz, o pensamento.
E minha existência parece maculada...
Sou apenas um verme que existe, e ama o ser romântico..
Apegado a rebeldia repleta de atitude, rebeldia consciente, madura...
E o rock é minha marca, nele meus desabafos, vitória contra o stress....
Existo não apenas por existir, existo como um verme que sente a dor por existir.
Que meus passos sejam completos, repletos da decência impura e da indecência santa.
Existo e promovo qualidade à minha essência.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Absurdo...
Pensei...
Pari uma idéia.
A idéia me matou!
Matei a sapiência com o café que tava quente e esfriou.
...e nos minutos que foram vividos,
o que era torpe virou moda.
Senti prazer com a catinga da axila,
e não queria essa porra próximo de minhas narinas.
Fui!!
Que idéia é essa que me faz parecer um rabugento?
Não preciso do leite, apenas uma cerveja gelada, um bom poema e o paradoxo de minha existência...
Não me permito sofrer com o meu descompasso.
Penso, existo! Sou um absurdo!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Cansaço
Há
um cansaço no cosmo.
Há
um cansaço na alma.
Há
um cansaço no sonho.
Há
um cansaço na fala.
Há
um cansaço na sarjeta.
Há
um cansaço na beleza.
Há
um cansaço no riso.
Há
um cansaço no sorriso.
Há
um cansaço no fardo.
Há
um cansaço no pecado.
Há
um cansaço na prosa.
Há
um cansaço na corça.
Há
um cansaço no homem.
Há
um cansaço na saudade.
Há
um cansaço no lobisomem.
Há
um cansaço na idade.
Há
um cansaço no poeta?
“Desperta,
tu
que
dormes.”
escrito em 15/01/2003
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